Gentileza – Marisa Monte. O profeta e os muros pichados que inspiraram a canção.

 

Existe uma figura lendária, que andava pelas ruas do Rio de Janeiro, até seu falecimento, em 1996, aos 79 anos. Trata-se do “Profeta Gentlieza”, um andarilho que era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Sua frase mais conhecida: “Gentileza gera Gentileza”

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A partir da década de 80, o “Profeta Gentileza” escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, no Rio de Janeiro, e a preencheu com diversas inscrições em verde-amarelo, que ressaltavam sua visão de mundo. Tratava-se de um verdadeiro ponto turísitico com a fiolosofia do andarilho.

Só que os escritos do profeta Gentileza foram depredados, não só por pichadores, mas pelo próprio poder público. E aí Marisa monte conta de que maneira a canção Gentileza foi composta: (http://www.formspring.me/mmprocuresaber)

Uma vez, estava passando pela área do Cais do Porto aqui no Rio com meu amigo Carlinhos Brown. Como ele não é do Rio, eu quis mostrar pra ele algo especial da minha cidade que eu sabia que ele ia gostar.
 

Foi quando eu procurei nos pilares do Viaduto do Caju, os escritos do Gentileza, figura que me fascinava e que eu conhecia desde a infância.

Qual não foi minha decepção quando vi que eles haviam sido apagados pela cia. de limpeza urbana do Rio. Fiquei desolada pensando nos inúmeros significados desse ato numa metrópole como o Rio. O legado do Profeta Gentileza havia desaparecido pra sempre.

Na mesma noite, compus “Gentileza”. “Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza…”
Minha voz se uniu a muitas outras e, hoje, graças ao trabalho do Prof. Leonardo Gelman da ONG Rio Com Gentileza, a obra do Profeta está linda, restaurada e faz parte do inventário afetivo da cidade.

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A inspiração da canção, e o belo resultado em decorrência.

Apagaram tudo,
pintaram tudo de cinza.
A palavra no muro
ficou coberta de tinta.

Apagaram tudo,
pintaram tudo de cinza.
Só ficou no muro
tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
pelas ruas da cidade,
merecemos ler as letras
e as palavras de Gentileza.

Por isso eu pergunto
à você no mundo,
Se é mais inteligente
o livro ou a sabedoria.

O mundo é uma escola.
A vida é o circo.
“Amor” palavra que liberta,
já dizia o Profeta.”

sexta 18 maio 2012 11:53 , em Músicas e Homenagens

“Não planto capim guiné, pra boi abanar rabo…”

Em 1983, Raul Seixas gravou, no disco “Carimbador Maluco”, uma música que transita entre o baião e uma moda de viola: trata-se de “Capim Guiné”, feita em parceria com Wilson Aragão, baiano da Piritiba narrada na canção.

A música, cantada a partir de um eu-lírico do sertão, faz referência ao esforço que fez para que o sítio tivesse sucesso, quando de repente uma série de intempéries, bichos e pragas estão destruindo a roça….

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A canção é praticamente toda de  Wilson Aragão, compositor de Piritiba, tendo Raul mudado pequenos trechos da letra. Ele conta, numa entrevista ao Soterópolis, sua experiência com Raul:

“Eu conversei com Raul tímido, eu ficava mais escutando Raul falar do que eu falava. Porque Raul era um cara que a abeça dele era a mil, filosofava demais, ele questionava as coisas demais, eu ficava um pouquinho assustado. Então a primeira música eu já tinha feito ela, a música tava pronta, Raul fez, ‘não velho, deixa eu botar o nome de tua terra nessa música, Piritiba vai ficar conhecida no Brasil todo’, então, ele interferiu na letra, que era “Comprei um sítio/Plantei Jabuticaba/dois pé de guabiraba”, ele disse ‘plantei um sítio no sertão de Piritiba”, mas aí, dois pé de que, Raul? “já achei uma planta misturou minhas guabiraba com pindaíba saiu guataíba…” 

Wilson Aragão já tinha composto Capim Guiné e tocava as música nos barzinhos do interior da Bahia desde 1979.

O interlocutor do eu-lírico, a quem ele se refere como “cumpade”, pode ser um vizinho, amigo, que está vendo tudo e fica parado, inerte, “com cara de veado que viu caxinguelê”, mas pode ser também um diálogo com Deus, meio que reclamando da má-sorte da lavoura.

Mas existe um fato por detrás da canção.

Era época da ditadura militar, o compositor “retado da vida” porque o pai perdeu as terras para grileiros, e que tiveram que “vender tudo e sair corrido”

Na verdade, cada um dos animais era um personagem: “um deputado, um gerente de banco, até o Presidente da República”

Fonte: http://www.irdeb.ba.gov.br/soteropolis/?p=11332

Plantei um sítio
No sertão de Piritiba
Dois pés de guataiba
Caju, manga e cajá

Peguei na enxada
Como pega um catingueiro
Fiz acero, botei fogo
“Vá ver como é que tá”

Tem abacate, jenipapo
E bananeira
Milho verde, macaxeira
Como diz no Ceará

Cebola, coentro
Andu, feijão-de-corda
Vinte porco na engorda
Até o gado no currá

Com muita raça
Fiz tudo aqui sozinho
Nem um pé de passarinho
Veio a terra semeá

Agora veja
Cumpadi, a safadeza
Cumeçô a marvadeza
Todo bicho vem prá cá

Num planto capim-guiné
Pra boi abaná rabo
Eu tô virado no diabo
Eu tô retado cum você

Tá vendo tudo
E fica aí parado
Cum cara de viado
Que viu caxinguelê

Suçuarana só fez perversidade
Pardal foi pra cidade
Piruá minha saqüé
Qüé! Qüé!

Dona raposa
Só vive na mardade
Me faça a caridade
Se vire e dê no pé

Sagüi trepado
No pé da goiabeira
Sariguê na macaxeira
Tem inté tamanduá…

Minhas galinha
Já num fica mais parada
E o galo de madrugada
Tem medo de cantá

Num planto capim-guiné
Pra boi abaná rabo
Eu tô virado no diabo
Eu tô retado cum você

Tá vendo tudo
E fica aí parado
Cum cara de viado
Que viu caxinguelê

 

Outra Vez…

Diz a lenda que, na época que se lançavam LP’s (hoje chamados de vinil), a música de trabalho seria a terceira do lado A (sim, os discos tinham lado A e lado B). Ninguém apostaria que a música de sucesso, que ficaria na história, seria a penúltima música do lado B. Mas essa é a história da música “Outra Vez”…

Segundo Paulo César Araújo, no livro “Roberto Carlos em Detalhes (Ed. Planeta, 2006), Roberto carlos já gravara algumas músicas dos irmãos Isolda e Milton Carlos, como “Pelo avesso” e “Um jeito estúpido de te amar”, em 1976. No entanto, Milton Carlos morrera em 1977, num acidente de carro.

Pouco tempo depois, em julho de 1977, Isolda estava reunida com amigas, num bar, e estavam relembrando velhos amores do passado, quando Isolda lembrou de um caso de amor antigo, que se chama Nilson Mucini. Narra Paulo César de Araújo:

Lá pelas tantas, as meninas começaram a falar sobre ex-namorados. “Qual foi o maior caso de amor de sua vida?”, perguntou uma delas para Isolda. “Quer mesmo saber? Foi o meu primeiro namorado, o Nilson”, respondeu. Uma outra amiga, que conhecia o caso, provocou: “Se fosse, você já teria telefonado pra ele.Você está solteira e guarda o número dele há muito tempo na sua bolsa. Por que não liga?”. De fato, desde que o namoro dos dois terminara, havia sete anos, eles não mais se haviam falado. Ao longo desse tempo, Isolda casou, descasou e teve dois filhos. Agora estava solteira, e o que teria acontecido com Nilson?

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Pois Isolda apostou com a amiga que tinha coragem de ligar sim.E que ligaria naquele momento do telefone do bar. Isolda ligou, mesmo já tendo passado da meia-noite.O próprio Nilson atendeu e, quando quis saber quem estava falando, Isolda respondeu com outra pergunta: “Qual foi o seu caso mais complicado?”. Nilson não pensou um segundo para responder:”Isolda! Caramba, há quanto tempo!

A música  teria surgido durante do diálogo entre Isolda e Nilson, começando logo pela famoso trecho: “Você foi o maior dos meus casos”… a música foi gravada sem nenhuma pretensão de que fosse um dos dez maiores sucessos de Roberto Carlos, como disse, a penúltima música do lado B.

A canção trata de um amor passado e presente, e por isso absolutamente antitético, em que as dificuldades lembradas apenas reforçam o sentimento de amor. A canção remete a algo proibido, complicado, mas absolutamente prazeroso, sincero e intenso, como todo grande amor deve ser.

É uma canção sem refrão, com letra longa, confessional, e que marcou o disco de Roberto Carlos em 1977.

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Numa entrevista ao site http://www.gumarc.com, Isolda conta um pouco da história da canção:

Isolda

CE – Vamos agora falar de uma música especial na carreira de Roberto Carlos, “Outra vez”.

Is – Outra vez” foi feita logo depois da morte do Milton. Eu fiz a canção e fui para o estúdio com o Sérgio Sá, para gravarmos uma fita demo, para mostrar ao Roberto. Nessa fita havia algumas coisas antigas que eu havia feito com o Milton um pouco antes de ele morrer e apenas uma musica só minha, que era “Outra vez”. Deixei a fita no escritório do Roberto e algum tempo depois liguei para saber se havia alguma novidade. Foi aí que soube que ele havia gravado “Outra vez”. Sinceramente, eu não esperava que o Roberto gravasse essa música, porque é uma letra muito comprida, não tem refrão e não é nem um pouco comercial. Eu quase não mandei “Outra vez” naquela fita. E não é que virou um enorme sucesso!

CE – Foi difícil compor “Outra vez”, esse marco da Música Popular Brasileira?
Is – Não. Até que foi fácil compor “Outra vez”. Um certo dia saí com alguns amigos e começamos a conversar sobre amores antigos. Cada um ia falando do maior romance que teve na vida e eu me lembrei do meu. Aí começou a pintar a letra e também a melodia. Fiz a música até com certa facilidade.

CE – Então você concorda quando Roberto fala, nos shows, que todo mundo já passou por aquela situação?
Is – Com certeza. Acho que todo mundo.

CE – “Outra vez” foi uma música feita para Roberto Carlos gravar?
Is – Não, nenhuma das músicas que faço visa um determinado artista para gravá-la. Eu faço o que sinto naquele momento. São coisas que já passei ou que estou passando, mas tudo é muito sincero. Minhas canções são sempre inspiradas em fatos verídicos. É difícil falar que não se conhece. Acho que usamos a música como terapia, desabafamos no violão, na letra… Quando à “Outra vez”, eu nunca pensei que ela fosse estourar. Eu acho a letra muito pessoal, muito íntima, e que só eu iria entendê-la. Com sinceridade, eu mandei essa música para o Roberto Carlos ouvir apenas porque havia sobrado espaço na fita. Para mim não havia nenhuma chance de ele gravar e é claro que nunca imaginei tal sucesso. Por isso acho que de intuição sou horrorosa.

CE – Para você, “Outra vez” é uma história de amor triste ou alegre?
Is – Algumas pessoas acham que é uma música de fossa mas a letra não fala de separação. A canção conta a história de um grande amor que existiu, e eu a acho feliz, é a saudade que eu gosto de ter, é uma saudade legal, como diz a letra. É uma saudade feliz.

CE – Algumas pessoas até acham que “Outra vez” é do Roberto e Erasmo. Como a autora encara isso?
Is – Sem o menor problema. Nem ligo! Só de ouvir Roberto cantando a minha música já está ótimo, é maravilhoso!

CE – Roberto Carlos mexeu na letra ou na melodia de “Outra vez”?
Is – Alguma coisa na melodia, mas bem pouca coisa. Na letra não mexeu, não tirou nenhuma vírgula. Isso é incrível, perto do que ele costuma fazer.

Você foi…
O maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci

Você foi…
Dos amores que eu tive
O mais complicado
E o mais simples pra mim

Você foi…
O maior dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez.

Você foi…
A mentira sincera
Brincadeira mais séria
Que me aconteceu

Você foi…
O caso mais antigo
E o amor mais amigo
Que me apareceu
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez…

Me esqueci!
De tentar te esquecer
Resolvi!
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder…
Ah!

Você foi!
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem

Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos
Que eu pude fazer…
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez….

http://www.gumarc.com/entrevista009.html

domingo 03 abril 2011 16:00 , em canções de amor

Vinícius de Moraes no “Esta noite se Improvisa”: A “garota” que não existe na Garota de Ipanema

Na década de 60, havia um programa musical que fez história e inspirou muitos programas nos anos seguintes (Silvio Santos que o diga). O nome era “Esta Noite se improvisa”, na qual os concorrentes, todos eles artistas, testavam seus conhecimentos musicais.

O jogo consistia em ser anunciada uma palavra e o participante que soubesse uma letra de música com a palavra em referência, apertava um botão à sua frente e corria até o microfone para cantar um trecho da música que contivesse a palavra. Caso acertasse, acumularia pontos que poderiam ser trocados por prêmios, que podiam chegar até a um automóvel Gordini.

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Grandes artistas  participavam do programa, sendo Caetano Veloso e Chico Buarque os competidores mais competentes. (Conta a lenda que Chico Buarque, num desses programas, inventou uma letra e melodia na hora).

Assim Blota Jr. anunciava:  “A palavra é…”.

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Vinícius de Moraes não era muito bom nesse programa, não por falta de cultura musical, óbvio, mas por não ser suficientemente ágil para apertar o botão.

Só que, como narra Humberto Werneck em seu Gol de Letras (Cia das Letras, 1989), certa vez Blota Jr. teria anunciado:
– A palavra é… “garota”.

Desta vez Vinícius de Moraes não perdeu tempo: pressionou o botão, dirigiu-se sorridente ao microfone, e começou a cantar sua bela parceria com Tom Jobim: “Garota de Ipanema”.

No entanto, um detalhe: na letra de “Garota de Ipanema” não existe a palavra “garota”… e, ao contrário daquela que passava cheia de graça e inspirava a canção, Vinícius retornou a seu posto, completamente sem graça.

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Para quem não se lembra, olha aqui a letra de um dos maiores clássicos da música brasileira:

Garota de Ipanema – 1962
Composição: Vinícius de Moraes / António Carlos Jobim

Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
Num doce balanço, a caminho do mar

Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar

Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha

Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo sorrindo se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor

Fonte: Gol de Letras, de Humberto Werneck (Companhia das Letras, 1989).

quarta 22 dezembro 2010 08:45 , em Bossa Nova

 

Na tonga da mironga do Kabuletê

Começo da década de 70. Vinícius de Moraes iniciava sua parceria com Toquinho, morava em Salvador e era há pouco casado com a baiana Gessy Gesse.

O Brasil está naquela fase do “Pra Frente Brasil”. De um lado, o chamado “Milagre econômico”. De outro, censura, ditadura, repressão.

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Vinícius, ateu “graças a Deus”, se aproxima do candomblé, seguia uma vida sem muitas regras. Um dia, estava em casa com Toquinho, quando Gesse entra pela porta e grita: “Na songa da mironga do Kabuletê!”, afirmando que se tratava de um xingamento que ela ouvira no Mercado Modelo.

Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la no Teatro Castro Alves, para a apresentação oficial da dupla.

Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa.

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E o poeta ainda se divertia com tudo isso: “Te garanto que na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô”. Assim, mudaram “songa” por “tonga” e Vinícius mandou todo mundo à “Tonga da Mironga do Kabuletê”.

Mas o que significa?

Segundo o livro “Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia (Cia das letras, 1994), significava “pelo do cu da mãe”. Procurando em sítios digitais, encontram-se outros significados, ou mesmo que a sonoridade não tem sentido nenhum.

No video acima, Toquinho conta a história….

 

Eu caio de bossa eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa xingando em nagô
Você que ouve e não fala / Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala / Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
A tonga da mironga do cabuletê
Você que lê e não sabe / Você que reza e não crê
Você que entra e não cabe / Você vai ter que viver
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Na tonga da mironga do cabuletê
Você que fuma e não traga / E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga / Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê
Pra tonga da mironga do cabuletê

Fontes: Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão; uma Biografia. (Companhia das Letras, 1994); História das canções: Vinícius de Moraes (Leya, 2013).

Originalmente publicado em  11 abril de 2014 09:37 , em Clássicos da Música Brasileira