De Tim Maia para Gal Costa: “Meu vestido não ficou pronto”. Bastidores da canção “Um dia de domingo”

Quem teve a oportunidade de ouvir, no show Recanto (2012), Gal Costa cantando Um dia de Domingo, primeiro, no seu próprio tom, para depois, numa imitação de voz e trejeitos, cantar a música como se fosse Tim Maia, não sabe alguns dos episódios divertidos que envolveram a gravação da música.

Segundo Nelson Motta, na biografia que escreveu sobre Tim (Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia), há alguns episódios interessantes:

  1. Um dia de Domingo  é uma música composta por Sullivan e Massadas, uma balada romântica que algum ouvido mais exigente poderia até chamar de brega.
  2. Tim gostou imediatamente da música. Gal, nem tanto, mas achou que um bom arranjo e as vozes dela e de Tim poderiam fazer com que o dueto fosse um sucesso.
  3. Gal sugeriu, após a primeira gravação, que a música fosse gravada meio tom acima do inicialmente registrado. Lincoln Olivetti, arranjador e produtor, diante da impossibilidade de juntar novamente a banda, regravou a fita em velocidade um pouquinho mais rápida até o tom desejado por Gal.

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  1. Tim queria que sua voz ficasse, na edição final, um pouquinho mais alta que a voz de Gal. Não conseguiu.
  2. Como Tim e Gal viajavam sem parar, foi difícil encontrar uma data para que fosse gravado um clip para o Fantástico.
  3. “No dia marcado, Tim recebeu um telefonema da RCA avisando que a gravação atrasaria dois dias porque o vestido de Gal não tinha ficado pronto”.

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  1. Dois dias depois, quando ligaram para dizer a hora em que o carro iria busca-lo, mandou avisar a Gal que não poderia ir. ‘O meu vestido não ficou pronto’, disse. E não foi”.8. Não houve clipe no Fantástico. O encontro entre Tim e Gal foi acontecer no Chacrinha
  2. O Velho Guerreiro tinha uma estratégia infalível para se prevenir dos frequentes furos do cantor. Ligava para a mãe dele. Era a única tática que funcionava.
  3. Um dia de domingo  foi um sucesso fenomenal.

sexta 23 agosto 2013 02:01 , em Duetos

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Meu papo é reto. Dueto entre Monique Kessous e Ney Matogrosso

Tenho acompanhado Monique Kessous desde o seu primeiro disco. Sua bela voz de soprano e suas músicas românticas no primeiro disco agradavam, embora naquela oportunidade fosse inevitável compará-la com Marisa Monte. A voz e o estilo eram muito parecidos.

Mas, do segundo disco em diante, Monique ficou mais ousada, ganhou mais personalidade e mostrou efetivamente ao que veio.

Uma dessas boas surpresas musicais se mostra no dueto que fez com Ney Matogrosso, chamada “Meu papo é reto”, gravada em 2015.

A música conta a história de um flerte gay ocorrido na porta de uma boate. É interessante a parceria escrita entre Chico César e Monique, em que um deles se vê tentado diante a abordagem em frente a uma boate. A cena reflete uma situação típica de rua. Um deles, curioso; o outro, que fica entre o desejo e o receio de se envolver.

Sobre a composição, Monique afirmou:

Acho interessante poder brincar com os personagens nas músicas. E ser intérprete traz uma liberdade muito grande. Estou num momento de querer ousar mais no meu trabalho e, mais do que tudo, quero falar sobre o meu tempo, sobre as possibilidades de relações entre pessoas e sobre o medo de amar que se reverte em envolvimentos efêmeros, sem vínculos”, afirma a artista

Ney Matogrosso e Monique Kessous

Monique, numa entrevista, contou um pouco a história da canção:

— Fiz “Meu papo é reto” sobre uma letra que Chico César me mandou. Estava ouvindo muito Ney, me deu vontade de ter uma música na voz dele — conta Monique. — Quando fiz, mandei para ele e comecei a cantar nos shows. Então, decidi pôr no disco e o chamei para cantar comigo. Ele pensou que era uma canção de um homem e uma mulher. Expliquei que não. Na gravação, ele perguntou: “Posso virar para você e cantar ‘a gente tem a ver, menino’?”. Eu disse que era isso, e ele: “Nossa, subversivo”.

Ele me deu o bote
Pelo cangote, me disse
Para o boteco da frente
Confesso que eu fiquei doente

E antes que eu quisesse amantes
Ele me disse amigos
Tá tudo certo, eu sou do tipo aberto
Supondo que aguente firme esse seu flerte

E agora, o que é que eu faço
Pra aguentar a tentação
O rosto colado
O beijo esbarrado
E a gente rodando o salão

E agora, será que eu arrisco
Me perder na sua mão
Te olho discreto, mas meu papo é reto
Acho que vou te dar um beijo
E depois eu vejo

A gente tem um lance
A gente tem um quê
A gente tem a ver, menino
A gente tem um lance
Tem um quê
Não faz assim que eu fascino

A gente tem um lance
A gente tem um quê
A gente tem a ver, menino
A gente tem um lance
Tem um quê
Me beija que o resto eu te ensino

Fontes: http://oglobo.globo.com/cultura/musica/monique-kessous-canta-flerte-gay-outras-liberdades-em-novo-disco-19156173#ixzz4P7rIAdqJ
©

http://www.heloisatolipan.com.br/musica/dentro-de-mim-cabe-o-mundo-apos-seis-anos-de-hiato-monique-kessous-lanca-seu-terceiro-disco-e-prega-o-amor-minha-mensagem-e-de-liberdade/

http://www.ofluminense.com.br/en/cultura/monique-kessous-%E2%80%98manda-o-papo%E2%80%99-com-tema-atual-em-parceria-com-ney-matogrosso