10 superstições de Roberto Carlos…

 

O brasileiro é supersticioso. Roberto Carlos, mais supersticioso ainda. Suas superstições são tão fortes, que, em razão delas, Roberto não canta algumas músicas que gravara anteriormente, pois se recusa a cantar palavras negativas, como mentira, mal, ou coisas do gênero. Segundo Paulo César de Araújo,  na biografia não autorizada que fez sobre o cantor  (Roberto Carlos em detalhes, Planeta, 2006), o Rei  não canta mais Quero que tudo vá para o inferno (por causa da palavra inferno), Como dois e dois (por causa do verso tudo vai mal) ou na música É preciso saber viver  ele substitui a frase “Se o bem e o mal existem” por “se o bem e o bem existem”. 

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Por isso, ainda segundo Paulo Cesar, vamos destacar 10 superstições de Roberto Carlos: 

1 – Não gosta de roxo, e sobretudo, não gosta da cor marrom. (A sua preferida, quase todos sabem, é azul. O repúdio ao marrom vem por causa do seu avô, Joaquim Braga, que nunca montava a cavalo vestido de marrom);

2 – Não passa debaixo de escada;

3 – Sempre sai dos lugares pela mesma porta que entrou;

4 – Jamais volta a fita do gravador (bem, agora não há mais fita nem gravador…)

5 – Nunca rabisca uma seta de cabeça para baixo;

6 – Nunca assina nenhum documento importante na lua minguante;

7 – Não começa nenhuma temporada ou gravação de disco em agosto; 

8 – Deixa sempre para as almas o último pedaço de qualquer coisa que estiver comendo; 

9 – Não gosta do número 13 (não senta em poltrona de avião com número 13, por exemplo. Na verdade, Roberto gosta do número 5); 

10 – Procurar repetir sempre o mesmo movimento da tranca da porta. 

 

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Alguma delas coincide com a sua? Por via das dúvidas, o texto vai todo em azul… Marrom? Que nada!!!

sexta 09 setembro 2011 01:47 , em As lendas

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Gilberto Gil cantando Marighella?

 

Quem assistiu o filme “O que é isso, Companheiro” (dirigido por Bruno barreto inspirado na obra homônima de Fernando Gabeira),  percebe, numa cena perto do final do filme, a personagem interpretada por Fernanda Torres dizer que Gilberto Gil, numa determinada canção, gritaria o nome “Marighella”… para em seguida dizer que, para que fosse ouvido o nome corretamente, teria que ser ouvido ao contrário.

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Fiquei curioso e fui atrás da famosa canção. Em inúmeros sítios digitais e blçogs, encontrei a alegada resposta: o Grito estava na canção Alfômega, que consta de um disco gravado por caetano em 1969 (o LP tem a capa branca com a assinatura de Caetano. Foi gravado pouco depois que saíram da prisão).

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No meio da canção, Gil faz algumas onomatopeias vocais, e vi muita gente jurar que Gilberto Gil gritava nitidamente o nome “Marighella”. E, para quem não sabe, Marighella foi um dos principais personagens da luta armada contra a ditadura militar no Brasil, morto pela ditadura em novembro de 1969.

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Marighella

No livro “O que é isso, companheiro”, Gabeira relatou, após o sequestro do embaixador americano, sua mania de ouvir discos bem baixinho, quando estava escondido, na clandestinidade, para não incomodar os vizinhos:

“…Num deles, Gil gritava Marighella. No princípio foi interessante reconhecer aquele nome, mais ou menos gritado às pressas, propositalmente, não articulado. Depois era fácil acompanhar a música que, dentro de alguns segundos, ia dizer Marighella. Finalmente, era insuportável ouvir aquele grito de Marighella, repetido mil vezes, ao longo daqueles dias. Sobretudo porque num deles a televisão anunciava a morte de Marighella, assassinado em São Paulo. A morte de Marighella foi a resposta que o governo deu ao sequestro do Embaixador americano...” 

Ouvindo atentamente a canção, parece que, em certa altura, Gil, canta algo que parece ser assim: “iê, ma-ma-mar-guella!”  Veja no minuto 1:31 do vídeo abaixo 

Só que recentemente, Gilberto Gil, no documentário: “Canções do exílio: a labareda que lambeu tudo”, (que conta a trajetória de Gil, Caetano, Jorge Mautner e Jards Macalé sobre as prisões que sucederam ao AI-5, no fim de 68), desmente que tenha gritado o nome de Marighella na canção:

“Dizem, as pessoas, muita gente diz que ouvia num trecho de uma das músicas daquele disco que eu fiz quando saí do Brasil, que eles ouviam o grito do Marighella, coisa que eu nunca fiz. Eu insistentemente ouvia pra ver e eu não achava nem parecido com alguém gritando Marighellla. E na verdade o que acontecia ali eram aqueles gritos normais que eu dou até hoje no meio das minhas músicas, uma daquelas onomatopeias típicas do meu modo de me exprimir musicalmente. Mas nunca, nunca fiz menção ao Marighella, até porque eu tenho impressão que era muito destemor, seria muito destemor da minha parte, naquele momento, diante daquela situação toda fazer esse tipo de coisa.  É um mito, é uma lenda…” 

 

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Está aí a canção. Reparem nos vocais de Gil. Está no minuto 1:30 do video aqui postado.  Conseguem perceber? Ou será que é apenas uma lenda?

domingo 12 fevereiro 2012 02:10 , em As lendas

A história de Eleanor Rigby

Há algumas histórias curiosas por trás de Eleanor Rigby, gravada pelos Beatles e lançada no disco Revolver, em 1966. A música, que exorta as pessoas a olhar e prestar atenção às pessoas solitárias, conta a história de uma mulher que recolhe o arroz da igreja depois do casamento, e do Padre Mckenzie, que escreve um sermão que ninguém vai ouvir…O destino dos dois se encontra no dia em que Eleanor está morta, na igreja. Ninguém comparece ao enterro. O padre McKenzie se afasta do túmulo e limpa suas mãos.

A canção, que foi um grande sucesso, ainda hoje gera polêmicas, sobre a existência ou não de uma “Eleanor Rigby” real. Steve Turner conta um pouco disso no livro “Beatles- A história por trás de todas as canções”, quando revela que o nome original era Daisy Hawkins…

 

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Assim como aconteceu com muitas canções de Paul, a melodia e as primeiras palavras de “Eleanor Rigby” surgiram enquanto ele tocava piano. Ao se perguntar que tipo de pessoa ficaria recolhendo arroz em uma igreja depois de um casamento, ele acabou sendo levado à sua protagonista. Ela originalmente se chamaria Miss Daisy Hawkins, porque o nome encaixava no ritmo da música.

Paul começou imaginando Daisy como uma jovem, mas logo percebeu que qualquer uma que limpasse igrejas depois dos casamentos provavelmente seria mais velha. Se ela era mais velha, talvez fosse uma solteirona, e a limpeza da igreja se tornou uma metáfora para suas oportunidades de casamento perdidas. Então ele a baseou em suas lembranças das pessoas mais velhas que conheceu quando era escoteiro em Liverpool.

Paul continuou a pensar sobre a música, mas não estava confortável com o nome Miss Daisy Hawkins. Não parecia suficientemente “real”. O cantor de folk dos anos 1960 Donovan lembra que Paul tocou para ele uma versão da música em que a protagonista se chamava Ola Na Tungee. “A letra ainda não estava terminada para ele”, conta Donovan.

Ele sempre dizia que optou pelo nome Eleanor por causa de Eleanor Bron, atriz principal de Help!. O compositor Lionel Bart, porém, estava convencido de que a escolha tinha sido inspirada por uma lápide que Paul viu no Putney Vale Cemetery, em Londres. “O nome na lápide era Eleanor Bygraves”, conta Bart, “e Paul achou que se encaixaria na música. Ele voltou para o meu escritório e começou a tocá-la no clavicórdio.”

Eleanor Bron com os Beatles

O sobrenome surgiu quando Paul deparou com o nome Rigby em Bristol em janeiro de 1966, durante uma visita a Jane Asher, que estava fazendo o papel de Barbara Cahoun em The Happiest Days Of Your Life, de John Dighton. O Theatre Royal, casa do Bristol Old Vic, fica no número 35 da King Street e, enquanto Paul esperava Jane terminar o trabalho, passou por Rigby & Evens Ltd, Wine & Spirit Shippers, que ficava do outro lado da rua, no número 22. Era o sobrenome de duas sílabas que ele estava procurando para combinar com Eleanor.

A música foi concluída em Kenwood quando John, George, Ringo e o amigo de infância de John, Pete Shotton se reuniram em uma sala cheia de instrumentos. Cada um contribuiu com ideias para dar substância à história. Um sugeriu um velho revirando latas de lixo com quem Eleanor Rigby pudesse ter um romance, mas ficou decidido que complicaria a história. Um padre chamado “Father McCartney” foi criado. Ringo sugeriu que ele poderia estar cerzindo as próprias meias, e Paul gostou da ideia. George trouxe a parte sobre “as pessoas solitárias”. Paul achou que deveria mudar o nome do padre porque as pessoas pensariam se tratar de uma referência ao seu pai. Uma olhada na lista telefônica trouxe “Father McKenzie” como alternativa.

 


Depois, Paul ficou tentando pensar em um final para a história, e Shotton sugeriu que ele unisse duas pessoas solitárias no verso final, quando “Father McKenzie” conduz o funeral de Eleanor Rigby e fica ao lado de seu túmulo. A ideia foi desconsiderada por John, que achava que Shotton não tinha entendido a questão, mas Paul, sem dizer nada na época, usou a cena para terminar a música e reconheceu mais tarde a ajuda recebida.

 

Interessante que, na década de 80, foi encontrada uma lápide de uma Eleanor Rigby no cemitério de St Peter’s, Woolton, bem próximo ao local em que John e Paul tinham se conhecido no festival anual de verão, em 1957. Woolton é um subúrbio de Liverpool e Lennon conheceu McCartney em uma festa na Igreja de São Pedro. 

Eleanor Rigby

Assim, foram atrás da história da “real” Eleanor Rigby, que Nasceu em Eleanor, que nasceu em 29 de agosto de 1895, no 8 Vale Road, em Wolton.

Eleanor Rigby, que na verdade, era Eleanor Rigby Whitfield, morreu quando Eleanor ainda era criança. Sua mãe casou-se novamente, e teve duas filhas, irmãs de Eleanor: – Edith e Hannah Heatley.

Interessante que Eleanor, para os padrões da época, demorou-se a casar, o fazendo apenas em 1930, aos 35 anos de idade, com Thomas Woods, um capataz de ferrovia com 17 anos de idade.

Eleanor não teve filhos. Em 10 de outubro de 1939, um mês após o início da Segunda Guerra Mundial, sofreu uma enorme hemorragia cerebral.

 

Paul sempre deixou bem claro que Eleanor Rigby foi uma personagem fictícia, inventada, embora se especule que Paul tenha visto a lápide na adolescência, e o som do nome tenha ficado em seu inconsciente até vir à tona pelas necessidades da canção. Na época ele afirmou: “Eu estava procurando um nome que parecesse natural. Eleanor Rigby soava natural”.  

beatles

Há, em Liverpool, uma estátua da Eeleanor Rigby fictícia, numa homenagem a todas as pessoas solitárias…

 

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Outra Curiosidade: O Father Mckenzie iria se chamar Father McCartney, mas Paul teria ficado receoso que seu pai, convertido ao catolicismo, pudesse interpretar mal a referência, ele escolheu o sobrenome numa lista telefônica. 

A tradução:

 

 

Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!

Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!

 

Eleanor Rigby, apanha o arroz na igreja

Onde um casamento aconteceu

Vive em um sonho

Espera na janela

Vestindo um rosto que ela guarda num jarro perto da porta

Para quem é?

 

Todas as pessoas solitárias

De onde todas elas vêm?

Todas as pessoas solitárias

A que lugar todas elas pertencem?

 

Padre McKenzie, escrevendo as palavras de um sermão

Que ninguém vai ouvir

Ninguém chega perto

Olhe para ele trabalhando, remendando sua meias à noite

Quando não há ninguém lá

O que é importante para ele

 

Todas as pessoas solitárias

De onde todas elas vêm?

Todas as pessoas solitárias

A que lugar todas elas pertencem?

 

Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!

Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!

 

Eleanor Rigby morreu na igreja

E foi enterrada junto com seu nome

Ninguém veio

Padre McKenzie limpando a sujeira de suas mãos

Enquanto caminha do sepulcro

Ninguém foi salvo

 

Todas as pessoas solitárias

De onde todas elas vêm?

Todas as pessoas solitárias (Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!)

A que lugar todas elas pertencem?

 

 

 

 

 

Fontes:

http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1088454/REVEALED-The-haunting-life-story-pops-famous-songs–Eleanor-Rigby.html

Steve Turner: Be