Lendas Musicais. Como “We are the champions” salvou marinheiros do naufrágio e de tubarões

Em épocas de Rock in Rio, impossível não lembrar da participação de maior sucesso na primeira edição do evento, que foi a banda britânica Queen, uma das maiores bandas de rock nos anos de 70/80, até a morte de seu vocalista, Freddie Mercury, em 1991, e cujo sucesso repercute até hoje. Uma das suas músicas mais tocadas e até hoje repetidas é “We are the champions“, que pode ser resumida a uma exortação ao triunfo na vida após ter passado por adversidades (mas isso é assunto de uma postagem à parte).

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O certo é que a música foi composta por Freddie Mercury pensando em futebol quando. Ele declarou querer uma música de participação, algo que os fãs pudessem ouvir, mas com uma sutileza teatral maior do que um canto de futebol comum. Freddie chegou a dizer que esta seria sua versão de My Way  , sucesso de Frank Sinatara. “Nós conseguimos, disse Freddie, e certamente não foi fácil. Não há uma cama de rosas  como a música diz. E ainda não é fácil. “

Curioso é que no site http://www.queenbrazil.com/, há uma inusitada história em que a música “We are the champions” salvaram a vida de dois marinheiros, seja do naufrágio, seja dos tubarões. Eis a história:

Esta história foi narrada por Miguel Judas, na revista FHI .

Conta que em meados de 92, na costa africana Paulo e um amigo, não identificado, trabalhavam no serviço de fragatas da marinha portuguesa e estavam indo em direção á uma ilha localizada na linha do Equador.

De repente, ouvem a famosa frase: Homem ao mar, mas era simulação de treino, então Paulo e o amigo vão ao treinamento salvar o tal boneco, (porém um dos homens deveria ficar no barco), mas um solavanco inesperado, muito comum nessas águas acaba por atirar ambos contra o navio e caírem ao mar. Ficam então muito tempo na água, apenas com o salva vidas, esperando algum tipo de socorro. O barco assim, sem tripulantes… vai literalmente embora e acaba desaparecendo no horizonte… Isso já era mais que motivo suficiente pra deixá-los desesperados.

Tempos depois percebem a visita de “amiguinhos marinhos- tubarões”. Como eram treinados, ficam quietos, mas é impossível não produzir som no mar e ficar calma muito tempo quando se tem tubarões te cerceando.

De repente, Paulo relatando a historia, não sabe o porquê, mas entra num estado de euforia, ou simplesmente, surta em pleno mar (o que é explicado em psicologia), acaba gritando em alto e forte tom “We Are The Champions”… o amigo começa a rir e canta também… Bem, até hoje ele num sabe explicar o porque da música, mas foi a que veio na cabeça. Fato é, que os tubarões, por um milagre, por sorte, ou porque ele cantava muito mal, se afastaram. Neste ínterim, um outro barco que passava por perto, ouviu o “concerto” dos amigos e veio em sua direção, salvando-os.


Bem, esta história, fãs, acreditem , é verdadeira, e o relato completo esta na revista acima citada.

Não se sabe o que há de exagero ou verdade nesse relato. Mais uma das histórias que acabarão por virar lenda….

 

Jardim da fantasia: A lenda de que haveria sido composta para uma noiva que morreu

No filme “O homem que matou o facínora” estrelado por John Wayne e dirigido por John Ford, há uma frase que se tornou clássica: “quando o fato fica maior que a lenda publique a lenda“.

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Jardim da fantasia, de Paulinho Pedra Azul, gravada em 1973, é uma das canções em que, vez ou outra, escuto uma versão de que se tornou muitas vezes maior do que sua verdadeira história. Reza a lenda que Paulinho compôs a música para sua ex-noiva, que teria morrido num acidente.

Ainda segundo a lenda, a imagem derradeira que o compositor teria de sua noiva era na ocasião do acidente, com sangue escorrendo no canto de sua boca. Como não seria deste modo que ele gostaria de preservar a lembrança, ele compôs a música para ela.

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Logo, no trecho que diz “tua boca pingava mel”, era uma referência ao sangue que escorria da boca.

Em outro momento, quando a letra trata Outra de voar para o céu azul e pela estrada do além em busca da amada, em cujo lugar ele não sabia onde estava, então pergunta “onde estará meu bem?”.

Paulinho Pedra Azul esclarece, no livro “Então, foi assim?”, de Ruy Godinho a verdadeira história da canção e como a lenda o persegue (ah, e a letra também não tem nenhuma relação com o pássaro bem-te-vi) :

 

“Jardim da Fantasia foi uma das primeira músicas que eu compus. Eu tinha uns 17 anos, por aí… Eu me separei de minha primeira namorada. Ela estava com 12 anos quando nós começamos a namorar e eu tinha uns 15 anos. Depois nós nos separamos porque eu tive que mudar para Vitória, Espírito Santo, para a casa de um tio meu, para estudar o colegial. E nessa viagem de Pedra Azul para Valadares [MG] e de lá pegando o trem para Vitória, eu comecei a compor essa música, Jardim da Fantasia, que apelidaram carinhosamente de “bem-te-vi”. E o bem te vi da música, realmente, não tem nada a ver  com passarinho. É eu vi você andar por um jardim em flor…” explica Paulinho, sem dó nem piedade do imaginário coletivo.

E então ele explica de onde vem a lenda:

E a partir daí começaram a inventar algumas histórias. Disseram que eu tinha feito essa música para uma namorada minha que tinha morrido. E essa música não tem nada de morte, só de vida. Por exemplo: por um jardim em flor… falaram que era o cemitério. E tua boca pingava mel diziam que era sangue pingando da boca de minha noiva. E a música foi feita apenas para uma separação, para dois adolescentes que tiveram dois anos de namoro e se separaram”, diverte-se Paulinho com a criatividade das pessoas”.

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A musa ainda hoje está viva. Casou-se com um amigo de Paulinho, teve filhos maravilhosos e são felizes em Pedra Azul, garante ele.

 

Essa música tem muita história. Eu tive um show numa cidade chamada Pouso Alegre, no Sul de Minas. Terminei o Show e eu costumo trocar de blusa suada para depois ir autografar os discos.

Aí teve um cara que incomodou demais. Ele estava empurrando, chorando e o deixaram entrar no camarim. O cara entrou e me abraçou. Eu pensei: ‘ Pô, esse cara deve ter adorado o show’.

Aí, ele falou: ‘Eu passei pelo mesmo problema que você passou. Eu também tive uma noiva que morreu’.

Eu dei um tempo, o abracei, e acariciei e lhe disse: ‘Olha, se minha música fez você lembrar de sua noiva que morreu, tudo bem e tal. Mas eu não tive noiva e nesse música ninguém morreu’.

Ele tornou a me apertar e disse: ‘Eu sei que você não gosta de tocar no assunto’. Aí, eu falei: ‘Não tem jeito’!

 

E não para por aí. Outro episódio muito engraçado aconteceu no interior de Minas Gerais. (…) Um belo dia, uma professora de determinada escola escolheu Jardim da Fantasia para ser interpretada pelas crianças. E ligou convidando Paulinho para ir até lá, que as crianças queriam fazer uma homenagem a ele.

 

“Eu disse: ‘ Vou com o maior prazer’. Cheguei à escola e ela falou que iriam abrir uma porta e teria uma surpresa para mim. Um pátio enorme, a porta se abriu e eu entrei. O que eu vi? Umas cento e cinquenta crianças, cada uma com um bem-te-vizinho nos dedinhos, levantando e descendo, cantando: ‘Bem-te-vi, bem-te-vi, andar por um jardim em flor’…

Eu achei  aquilo maravilhoso. Mas por outro lado aquilo me incomodou e eu falei para a professora: ‘Olha, está tudo lindo, maravilhoso, mas o bem te vi aí da música não é do passarinho, não. É o mesmo que eu te olhei, bem que eu vi você andar por um jardim em flor’…

A professora se assustou e me falou quase em pânico: ‘PelamordeDeus! Jamais revele isso para essas crianças! Há três meses que elas estão recortando os bem-te-vis só pra cantar pra você!

Paulinho Pedra Azul gravou Jardim da Fantasia, no primeiro LP dele, homônimo(1982).

 

 

os “velsos” de Ary Barroso.

Ary Barroso é um dos personagens míticos da música brasileira.  Locutor esportivo, apaixonado pelo flamengo, ele tinha um programa de calouros na Rádio Tupi, em que ele inicialmente entrevistava o candidato. Em seguida, fazia algumas brincadeiras, piadas, sendo célebre a apresentação de Elza Soares, lançada por Ari no seu programa.

Quando o intérprete cantava e desafinava, soava um gongo que desclassificava o calouro. Era comum que alguns, envergonhados, saíssem chorando do auditório.

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O humorista José Vasconcelos, no show no qual se consagrou (“Eu sou o espetáculo”) fazia uma imitação de Ary às voltas com um calouro, não esclarecendo se é fato, mito ou piada.

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No auditório da Rádio Mayrink Veiga, no Rio, Ary apresentava o programa “Calouros em Desfile”, que, segundo ele, procurava revelar valores para a música nacional.

Conta o episódio que num certo dia, ele recebeu um calouro que se intitulava José Maria Chiado, torcedor do Fluminense (Ary Barroso era Flamengo).

“Eu nasci no Estado do Rio, não é seu Ary? Quem nasce no Rio não é Fluminense? Campeão e tal.”

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Já aborrecido, Ary mudou de assunto e perguntou o que o seu Chiado ia cantar.

“Eu vou cantar um sambinha”, disse o calouro.

Barroso reclamou de novo: “? É o tal negócio, vai cantar música brasileira é sambinha. Se ele viesse aqui cantar um mambo, ele diria vou cantar um mambo, não era mambinho não, era mambo no duro. Mas vai cantar música brasileira é sambinha, na base do deboche”.

E indagou: “Muito bem seu Chiado, qual é o sambinha que o senhor vai cantar?”

E a resposta: “Aquarela do Brasil”. (Composição de Ary Barroso)

Nova bronca do Ary que, afinal, mandou o Chiado cantar.

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E ele: “Brasil, meu Brasil brasileiro…, vou cantar-te nos meus velsos“…

Foi o suficiente. Soou o gongo e Ary Barroso detonou: “Pode parar, seu Chiado. O senhor pode cantar nos seus velsos, nos meus verrrrsos o senhor não vai cantar, não. Vá aprender português, seu Chiado. Sambinha é o diabo que o carregue!

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/divertidas-historias-de

10 superstições de Roberto Carlos…

 

O brasileiro é supersticioso. Roberto Carlos, mais supersticioso ainda. Suas superstições são tão fortes, que, em razão delas, Roberto não canta algumas músicas que gravara anteriormente, pois se recusa a cantar palavras negativas, como mentira, mal, ou coisas do gênero. Segundo Paulo César de Araújo,  na biografia não autorizada que fez sobre o cantor  (Roberto Carlos em detalhes, Planeta, 2006), o Rei  não canta mais Quero que tudo vá para o inferno (por causa da palavra inferno), Como dois e dois (por causa do verso tudo vai mal) ou na música É preciso saber viver  ele substitui a frase “Se o bem e o mal existem” por “se o bem e o bem existem”. 

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Por isso, ainda segundo Paulo Cesar, vamos destacar 10 superstições de Roberto Carlos: 

1 – Não gosta de roxo, e sobretudo, não gosta da cor marrom. (A sua preferida, quase todos sabem, é azul. O repúdio ao marrom vem por causa do seu avô, Joaquim Braga, que nunca montava a cavalo vestido de marrom);

2 – Não passa debaixo de escada;

3 – Sempre sai dos lugares pela mesma porta que entrou;

4 – Jamais volta a fita do gravador (bem, agora não há mais fita nem gravador…)

5 – Nunca rabisca uma seta de cabeça para baixo;

6 – Nunca assina nenhum documento importante na lua minguante;

7 – Não começa nenhuma temporada ou gravação de disco em agosto; 

8 – Deixa sempre para as almas o último pedaço de qualquer coisa que estiver comendo; 

9 – Não gosta do número 13 (não senta em poltrona de avião com número 13, por exemplo. Na verdade, Roberto gosta do número 5); 

10 – Procurar repetir sempre o mesmo movimento da tranca da porta. 

 

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Alguma delas coincide com a sua? Por via das dúvidas, o texto vai todo em azul… Marrom? Que nada!!!

sexta 09 setembro 2011 01:47 , em As lendas

Gilberto Gil cantando Marighella?

 

Quem assistiu o filme “O que é isso, Companheiro” (dirigido por Bruno barreto inspirado na obra homônima de Fernando Gabeira),  percebe, numa cena perto do final do filme, a personagem interpretada por Fernanda Torres dizer que Gilberto Gil, numa determinada canção, gritaria o nome “Marighella”… para em seguida dizer que, para que fosse ouvido o nome corretamente, teria que ser ouvido ao contrário.

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Fiquei curioso e fui atrás da famosa canção. Em inúmeros sítios digitais e blçogs, encontrei a alegada resposta: o Grito estava na canção Alfômega, que consta de um disco gravado por caetano em 1969 (o LP tem a capa branca com a assinatura de Caetano. Foi gravado pouco depois que saíram da prisão).

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No meio da canção, Gil faz algumas onomatopeias vocais, e vi muita gente jurar que Gilberto Gil gritava nitidamente o nome “Marighella”. E, para quem não sabe, Marighella foi um dos principais personagens da luta armada contra a ditadura militar no Brasil, morto pela ditadura em novembro de 1969.

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Marighella

No livro “O que é isso, companheiro”, Gabeira relatou, após o sequestro do embaixador americano, sua mania de ouvir discos bem baixinho, quando estava escondido, na clandestinidade, para não incomodar os vizinhos:

“…Num deles, Gil gritava Marighella. No princípio foi interessante reconhecer aquele nome, mais ou menos gritado às pressas, propositalmente, não articulado. Depois era fácil acompanhar a música que, dentro de alguns segundos, ia dizer Marighella. Finalmente, era insuportável ouvir aquele grito de Marighella, repetido mil vezes, ao longo daqueles dias. Sobretudo porque num deles a televisão anunciava a morte de Marighella, assassinado em São Paulo. A morte de Marighella foi a resposta que o governo deu ao sequestro do Embaixador americano...” 

Ouvindo atentamente a canção, parece que, em certa altura, Gil, canta algo que parece ser assim: “iê, ma-ma-mar-guella!”  Veja no minuto 1:31 do vídeo abaixo 

Só que recentemente, Gilberto Gil, no documentário: “Canções do exílio: a labareda que lambeu tudo”, (que conta a trajetória de Gil, Caetano, Jorge Mautner e Jards Macalé sobre as prisões que sucederam ao AI-5, no fim de 68), desmente que tenha gritado o nome de Marighella na canção:

“Dizem, as pessoas, muita gente diz que ouvia num trecho de uma das músicas daquele disco que eu fiz quando saí do Brasil, que eles ouviam o grito do Marighella, coisa que eu nunca fiz. Eu insistentemente ouvia pra ver e eu não achava nem parecido com alguém gritando Marighellla. E na verdade o que acontecia ali eram aqueles gritos normais que eu dou até hoje no meio das minhas músicas, uma daquelas onomatopeias típicas do meu modo de me exprimir musicalmente. Mas nunca, nunca fiz menção ao Marighella, até porque eu tenho impressão que era muito destemor, seria muito destemor da minha parte, naquele momento, diante daquela situação toda fazer esse tipo de coisa.  É um mito, é uma lenda…” 

 

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Está aí a canção. Reparem nos vocais de Gil. Está no minuto 1:30 do video aqui postado.  Conseguem perceber? Ou será que é apenas uma lenda?

domingo 12 fevereiro 2012 02:10 , em As lendas

A história de Eleanor Rigby

Há algumas histórias curiosas por trás de Eleanor Rigby, gravada pelos Beatles e lançada no disco Revolver, em 1966. A música, que exorta as pessoas a olhar e prestar atenção às pessoas solitárias, conta a história de uma mulher que recolhe o arroz da igreja depois do casamento, e do Padre Mckenzie, que escreve um sermão que ninguém vai ouvir…O destino dos dois se encontra no dia em que Eleanor está morta, na igreja. Ninguém comparece ao enterro. O padre McKenzie se afasta do túmulo e limpa suas mãos.

A canção, que foi um grande sucesso, ainda hoje gera polêmicas, sobre a existência ou não de uma “Eleanor Rigby” real. Steve Turner conta um pouco disso no livro “Beatles- A história por trás de todas as canções”, quando revela que o nome original era Daisy Hawkins…

 

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Assim como aconteceu com muitas canções de Paul, a melodia e as primeiras palavras de “Eleanor Rigby” surgiram enquanto ele tocava piano. Ao se perguntar que tipo de pessoa ficaria recolhendo arroz em uma igreja depois de um casamento, ele acabou sendo levado à sua protagonista. Ela originalmente se chamaria Miss Daisy Hawkins, porque o nome encaixava no ritmo da música.

Paul começou imaginando Daisy como uma jovem, mas logo percebeu que qualquer uma que limpasse igrejas depois dos casamentos provavelmente seria mais velha. Se ela era mais velha, talvez fosse uma solteirona, e a limpeza da igreja se tornou uma metáfora para suas oportunidades de casamento perdidas. Então ele a baseou em suas lembranças das pessoas mais velhas que conheceu quando era escoteiro em Liverpool.

Paul continuou a pensar sobre a música, mas não estava confortável com o nome Miss Daisy Hawkins. Não parecia suficientemente “real”. O cantor de folk dos anos 1960 Donovan lembra que Paul tocou para ele uma versão da música em que a protagonista se chamava Ola Na Tungee. “A letra ainda não estava terminada para ele”, conta Donovan.

Ele sempre dizia que optou pelo nome Eleanor por causa de Eleanor Bron, atriz principal de Help!. O compositor Lionel Bart, porém, estava convencido de que a escolha tinha sido inspirada por uma lápide que Paul viu no Putney Vale Cemetery, em Londres. “O nome na lápide era Eleanor Bygraves”, conta Bart, “e Paul achou que se encaixaria na música. Ele voltou para o meu escritório e começou a tocá-la no clavicórdio.”

Eleanor Bron com os Beatles

O sobrenome surgiu quando Paul deparou com o nome Rigby em Bristol em janeiro de 1966, durante uma visita a Jane Asher, que estava fazendo o papel de Barbara Cahoun em The Happiest Days Of Your Life, de John Dighton. O Theatre Royal, casa do Bristol Old Vic, fica no número 35 da King Street e, enquanto Paul esperava Jane terminar o trabalho, passou por Rigby & Evens Ltd, Wine & Spirit Shippers, que ficava do outro lado da rua, no número 22. Era o sobrenome de duas sílabas que ele estava procurando para combinar com Eleanor.

A música foi concluída em Kenwood quando John, George, Ringo e o amigo de infância de John, Pete Shotton se reuniram em uma sala cheia de instrumentos. Cada um contribuiu com ideias para dar substância à história. Um sugeriu um velho revirando latas de lixo com quem Eleanor Rigby pudesse ter um romance, mas ficou decidido que complicaria a história. Um padre chamado “Father McCartney” foi criado. Ringo sugeriu que ele poderia estar cerzindo as próprias meias, e Paul gostou da ideia. George trouxe a parte sobre “as pessoas solitárias”. Paul achou que deveria mudar o nome do padre porque as pessoas pensariam se tratar de uma referência ao seu pai. Uma olhada na lista telefônica trouxe “Father McKenzie” como alternativa.

 


Depois, Paul ficou tentando pensar em um final para a história, e Shotton sugeriu que ele unisse duas pessoas solitárias no verso final, quando “Father McKenzie” conduz o funeral de Eleanor Rigby e fica ao lado de seu túmulo. A ideia foi desconsiderada por John, que achava que Shotton não tinha entendido a questão, mas Paul, sem dizer nada na época, usou a cena para terminar a música e reconheceu mais tarde a ajuda recebida.

 

Interessante que, na década de 80, foi encontrada uma lápide de uma Eleanor Rigby no cemitério de St Peter’s, Woolton, bem próximo ao local em que John e Paul tinham se conhecido no festival anual de verão, em 1957. Woolton é um subúrbio de Liverpool e Lennon conheceu McCartney em uma festa na Igreja de São Pedro. 

Eleanor Rigby

Assim, foram atrás da história da “real” Eleanor Rigby, que Nasceu em Eleanor, que nasceu em 29 de agosto de 1895, no 8 Vale Road, em Wolton.

Eleanor Rigby, que na verdade, era Eleanor Rigby Whitfield, morreu quando Eleanor ainda era criança. Sua mãe casou-se novamente, e teve duas filhas, irmãs de Eleanor: – Edith e Hannah Heatley.

Interessante que Eleanor, para os padrões da época, demorou-se a casar, o fazendo apenas em 1930, aos 35 anos de idade, com Thomas Woods, um capataz de ferrovia com 17 anos de idade.

Eleanor não teve filhos. Em 10 de outubro de 1939, um mês após o início da Segunda Guerra Mundial, sofreu uma enorme hemorragia cerebral.

 

Paul sempre deixou bem claro que Eleanor Rigby foi uma personagem fictícia, inventada, embora se especule que Paul tenha visto a lápide na adolescência, e o som do nome tenha ficado em seu inconsciente até vir à tona pelas necessidades da canção. Na época ele afirmou: “Eu estava procurando um nome que parecesse natural. Eleanor Rigby soava natural”.  

beatles

Há, em Liverpool, uma estátua da Eeleanor Rigby fictícia, numa homenagem a todas as pessoas solitárias…

 

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Outra Curiosidade: O Father Mckenzie iria se chamar Father McCartney, mas Paul teria ficado receoso que seu pai, convertido ao catolicismo, pudesse interpretar mal a referência, ele escolheu o sobrenome numa lista telefônica. 

A tradução:

 

 

Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!

Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!

 

Eleanor Rigby, apanha o arroz na igreja

Onde um casamento aconteceu

Vive em um sonho

Espera na janela

Vestindo um rosto que ela guarda num jarro perto da porta

Para quem é?

 

Todas as pessoas solitárias

De onde todas elas vêm?

Todas as pessoas solitárias

A que lugar todas elas pertencem?

 

Padre McKenzie, escrevendo as palavras de um sermão

Que ninguém vai ouvir

Ninguém chega perto

Olhe para ele trabalhando, remendando sua meias à noite

Quando não há ninguém lá

O que é importante para ele

 

Todas as pessoas solitárias

De onde todas elas vêm?

Todas as pessoas solitárias

A que lugar todas elas pertencem?

 

Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!

Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!

 

Eleanor Rigby morreu na igreja

E foi enterrada junto com seu nome

Ninguém veio

Padre McKenzie limpando a sujeira de suas mãos

Enquanto caminha do sepulcro

Ninguém foi salvo

 

Todas as pessoas solitárias

De onde todas elas vêm?

Todas as pessoas solitárias (Ah, olhe para todas as pessoas solitárias!)

A que lugar todas elas pertencem?

 

 

 

 

 

Fontes:

http://www.dailymail.co.uk/femail/article-1088454/REVEALED-The-haunting-life-story-pops-famous-songs–Eleanor-Rigby.html

Steve Turner: Be